Uma careta. Dois técnicos espelhados. Um reencontro que trouxe saudade. O fim de semana do Brasileirão não foi só de gols e polêmicas — foi de momentos que se transformaram em memes, vídeos e conversas de bar. Tudo isso aconteceu entre os dias 20 e 21 de setembro de 2025, em estádios de Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo, e foi captado pela ge.globo.com, a divisão esportiva do Grupo Globo. O que parecia ser apenas mais uma rodada acabou virando um arquivo de memórias coletivas, onde o humor, a emoção e o acaso se encontraram.
A careta que custou o jogo
Na noite de 21 de setembro, no Estádio Beira-Rio, em Porto Alegre, o Sport Club Internacional vencia o Gre-Nal por 2 a 1. Era o 65º minuto. Alan Patrick Schons, de 29 anos, bateu pênalti, marcou — e virou para o goleiro Tiago Luis Volpi, de 34, com uma careta que parecia saída de um desenho animado: lábios apertados, olhos arregalados, um sorriso quase de desafio. A câmera da Premiere registrou tudo. O público do Grêmio ficou em silêncio. Os torcedores do Colorado comemoraram. A imagem rodou o Brasil em minutos.Mas o futebol tem um jeito estranho de cobrar vingança. No 89º minuto, com o placar em 3 a 2 a favor do Grêmio, o Internacional teve outro pênalti. Alan Patrick voltou a bater. E errou. Bateu na trave direita. A derrota foi completa. A careta, que parecia uma vitória momentânea, virou símbolo de ironia. "Costumam servir para desestabilizar, mas também pode ter um efeito bem diferente a longo prazo", escreveu a ge.globo.com. E foi exatamente isso: a provocação, ao invés de abalar o adversário, acabou abalando seu próprio autor.
O 'multiverso' do Maracanã
No mesmo dia, no Maracanã, o Clássico dos Milhões terminou em 1 a 1. Mas o que ficou na memória não foi o gol de Bruno Henrique nem o de Lucas Paquetá. Foi o gesto.Na 58ª minuto, Fernando Diniz da Silva, técnico do Clube de Regatas do Flamengo, e Filipe Luís Kasmirski, treinador do Club de Regatas Vasco da Gama, fizeram, ao mesmo tempo, o mesmo movimento: braço direito estendido, indicador apontando para o campo, como se estivessem orientando um atacante. Ambos de camisa escura, jaqueta idêntica, expressão séria. A imagem, captada pela ge tv, viralizou como se fosse cena de um filme de ficção científica.
Usuários do TikTok e Instagram criaram memes comparando o momento ao "multiverso" da Marvel. "É o mesmo cara em universos paralelos", escreveu um torcedor. Outro disse: "Se um deles tivesse um olho de vidro, a gente jurava que era o mesmo pessoa". A postagem foi compartilhada mais de 47 mil vezes em 24 horas. Ninguém sabia se era coincidência, simetria ou um pacto secreto entre os dois. O que se sabe é que, desde que Filipe Luís deixou os campos em 2022, ele nunca havia treinado contra Diniz. E agora, no maior clássico do país, o futebol parecia ter feito um reset.
Reencontro no Allianz Parque
Enquanto isso, em São Paulo, no Allianz Parque, o Sociedade Esportiva Palmeiras enfrentava um adversário não mencionado. Mas o foco estava em dois jogadores: Andreas Hugo Hoelgebaum Pereira, de 28 anos, e Deyverson Brum Silva, de 33. Os dois já haviam sido parceiros de ataque na campanha vitoriosa de 2022, quando juntos fizeram sete gols. Naquela temporada, Deyverson era o homem da área, Andreas o criador de jogadas. Agora, no meio de uma temporada irregular, eles se encontraram em uma jogada de contra-ataque — um toque, um passe, um cruzamento. Não resultou em gol, mas os torcedores aplaudiram de pé."Trouxe boas recordações aos palmeirenses", disse o texto da ge.globo.com. E foi isso mesmo: em um time que busca identidade, o simples fato de ver dois jogadores que já fizeram história juntos, trocando olhares, correndo lado a lado, foi como um abraço de nostalgia. Nada de celebrar, apenas lembrar. E às vezes, isso basta.
Golaços que viraram arte
Nem tudo foi careta e coincidência. No Mineirão, em Belo Horizonte, o Cruzeiro Esporte Clube fez uma virada épica contra o Red Bull Bragantino, vencendo por 2 a 1. O primeiro gol veio aos 73 minutos, com Jhon Fredy Arias, o Jhon Jhon, que desviou com o peito, girou e finalizou com o tornozelo — um chute que parecia pintado a mão. O segundo, aos 88, foi de Lucas Silva Melo, o volante que, em vez de fazer uma defesa, fez uma obra-prima: corrida de 40 metros, drible de um zagueiro, finalização de fora da área. "Verdadeira pintura", repetiu a reportagem. Dois gols. Dois artistas. Um time que ressuscitou.
O que vem por aí?
A rodada terminou, mas as redes não pararam. A careta de Alan Patrick continua sendo usada em vídeos de "o que não fazer antes de bater pênalti". O "multiverso" entre Diniz e Filipe Luís virou tema de podcasts e até de uma enquete na TV Globo. E os torcedores do Palmeiras já pedem um reencontro entre Andreas e Deyverson — não só no campo, mas em uma campanha especial.Enquanto isso, o Brasileirão segue. A próxima rodada será em 27 de setembro. Mas o que ficou foi o que não está no placar: o futebol como teatro, como comédia, como memória. E às vezes, a história mais bonita não é a do campeão. É a do jogador que fez uma careta, do técnico que espelhou o adversário, ou do par de atacantes que, por um instante, voltaram ao passado.
Frequently Asked Questions
Por que a careta de Alan Patrick virou tão polêmica?
A careta foi vista como uma provocação direta ao goleiro Tiago Luis Volpi, especialmente porque ocorreu logo após um gol de pênalti — momento já carregado de tensão. O fato de Alan Patrick ter errado o pênalti seguinte, que custou a vitória ao Internacional, transformou o gesto em símbolo de ironia esportiva. Torcedores passaram a usar a imagem como alerta sobre os riscos de celebrar antes da hora.
O que explica o fenômeno do "multiverso" entre Diniz e Filipe Luís?
O fenômeno surgiu da combinação perfeita de coincidência visual: gestos idênticos, roupas quase iguais, momentos sincronizados. Em um contexto de rivalidade acirrada, esse alinhamento inesperado gerou humor e curiosidade. A referência ao multiverso da Marvel foi uma forma natural de os fãs interpretarem o absurdo — e isso alimentou o compartilhamento em massa nas redes.
Andreas e Deyverson já jogaram juntos antes?
Sim. Ambos foram peças fundamentais no título do Palmeiras em 2022, quando somaram sete gols juntos. Andreas, como criador de jogadas, e Deyverson, como finalizador, formavam uma dupla eficiente. Seu reencontro no Allianz Parque, mesmo sem gols, foi um momento emocional para os torcedores que lembram daquela temporada vitoriosa.
O que os golaços do Cruzeiro mostram sobre o time atual?
Mostram que, mesmo em uma fase de reconstrução, o Cruzeiro ainda tem jogadores capazes de decisões individuais de alto nível. Jhon Jhon e Lucas Silva não são os nomes mais famosos do elenco, mas seus gols demonstram que a equipe pode surpreender com criatividade e coragem — algo que o técnico pode usar como base para a recuperação na tabela.
Esses momentos virais influenciam o desempenho das equipes?
Pode influenciar sim. A pressão psicológica de ser alvo de memes, como aconteceu com Alan Patrick, pode afetar a confiança em momentos decisivos. Por outro lado, o "multiverso" entre os técnicos trouxe leveza, o que pode fortalecer o clima dentro dos grupos. O futebol moderno é tão mental quanto físico — e o que viraliza nas redes acaba entrando no vestiário.
Haverá consequências disciplinares para Alan Patrick por causa da careta?
Não há previsão de punição. A CBF não considera caretas, por si só, como infração disciplinar, a menos que haja gesto ofensivo ou provocação direta a jogadores ou árbitros. O gesto de Alan Patrick foi exagerado, mas não foi classificado como agressivo. A punição, nesse caso, foi a própria consequência do jogo: o pênalti perdido.
12 Comentários
Jaque Salles
A careta do Alan Patrick foi pura psicologia de campo. Mas o futebol paga em moeda real: o pênalti perdido foi o verdadeiro gol.
Alandenicio Alves
Diniz e Filipe Luís sendo iguais é o tipo de coisa que faz você questionar se o futebol é real ou se alguém tá manipulando a realidade. Sem emojis, mas isso é loucura.
Paulo Roberto Celso Wanderley
Alan Patrick não perdeu o pênalti por causa da careta. Ele perdeu porque é um jogador medíocre com autoestima inflada. A careta foi só o símbolo da sua incompetência. E o público do Grêmio? Silêncio total porque sabia que o cara ia falhar. Futebol é assim: ego antes da técnica, e o resultado é sempre o mesmo.
Ana Paula Martins
A ocorrência de gestos idênticos entre dois técnicos em um contexto competitivo é, do ponto de vista psicológico, um fenômeno de espelhamento comportamental. A simetria visual, embora aparentemente acidental, reflete uma convergência de padrões de treinamento e cultura esportiva.
Santana Anderson
A CARETA FOI UM ATAQUE PSICOLÓGICO!!! E O GOLEIRO NÃO REAGIU?!?!?!? E O MULTIVERSO?? ISSO É DE FILME DA MARVEL!!! EU JÁ VI ISSO EM UM SONHO!!! E ANDREAS E DEYVERSON?? EU CHOREI!! 😭😭😭 O FUTEBOL NÃO É SÓ JOGO, É ALMA, É SANGUE, É LÁGRIMA, É MEMÓRIA!!!
Rodrigo Molina de Oliveira
O futebol brasileiro é o único lugar do mundo onde uma careta vira mito, dois técnicos fazem o mesmo gesto e vira multiverso, e dois jogadores que já jogaram juntos em 2022 viram um abraço coletivo de nostalgia. Não é só esporte. É teatro, é poesia, é memória coletiva. Ninguém fala disso, mas é isso que mantém o país unido. Gols passam. Momentos ficam.
Flávia Cardoso
A conduta de Alan Patrick, embora não disciplinarmente passível de sanção, apresenta um aspecto de má conduta esportiva que pode influenciar negativamente o clima psicológico do jogo. A ênfase excessiva em gestos de provocação desvia o foco da essência do esporte.
Isabella de Araújo
Mas vocês não veem que isso é tudo manipulação da Globo? A careta foi filmada exatamente no momento certo, o gesto dos técnicos foi repetido por acaso? E o reencontro dos dois jogadores? Tudo foi planejado pra gerar engajamento. Eles sabem que o povo ama drama, então inventam histórias. O futebol tá virando reality show, e nós somos os espectadores que caem na armadilha. Eu já tô cansada de ser manipulada. E ainda por cima, o Cruzeiro fez dois gols lindos e ninguém fala disso? Só querem falar de careta e multiverso. É tudo marketing.
Elaine Querry
Essa careta foi vergonha nacional. Um jogador brasileiro fazendo esse gesto ridículo? Isso não é futebol, é espetáculo de circo. O Brasil já tem fama de ser desrespeitoso no exterior, e agora isso vira meme? Não vamos deixar o mundo achar que somos infantis. Isso é um golpe na imagem do nosso futebol. 🇧🇷❌
Joseph Foo
A beleza do futebol está exatamente nisso: o acaso, a emoção, o gesto que vira símbolo. Não precisa de estatística pra entender que o reencontro de Andreas e Deyverson foi mais valioso que qualquer gol. Isso é o que o mundo perdeu: o humano no esporte.
Marcela Carvalho
A careta não foi ironia foi consciência o pênalti perdido foi só coincidência o multiverso é uma metáfora da nossa própria busca por significado no caos o futebol é o espelho da vida e nós só queremos ver drama porque a realidade é chata
Jaque Salles
Se o Alan Patrick tivesse feito a careta depois de marcar o gol e não antes, talvez não tivesse sido tão carregado de pressão. Mas o futebol não perdoa erros de timing, nem na vida nem no campo.